Rambo, Rei Momo e Empreguete disputam vagas de vereador no RS

Seu Barriga, Roberto Carlos e Michael Jackson também concorrem. Em Porto Alegre, candidatos aparecem ao lado de seus cachorros.

Do G1 RS
Montagem, candidatos a vereador do RS (Foto: Montagem sobre fotos de reprodução)
Candidatos a vereador chamam atenção na tv
(Foto: Montagem sobre fotos de reprodução)

Candidatos a vereador no Rio Grande do Sul apostam na imagem de figuras famosas em busca do voto do eleitor. Sósias de atores e cantores estão espalhados pelo horário eleitoral. Em Porto Alegre, o Rambo Gaúcho (PTB) aparece na TV de regata, óculos escuros e faixa na cabeça. Com a proposta de investir em segurança, Fernando Pereira da Cunha imita o personagem de Sylvester Stallone.

A capital gaúcha também tem um cover do chamado rei da MPB. Roberto Carlos é o nome artístico de Enodir Nazareno Barbosa, candidato pelo PSB. Já Michael Jackson Cover, que concorre pelo PSD, aparece vestido como o rei do pop. Fantasiado, Renato de Oliveira Bettanin tenta atrair os eleitores em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Ainda no ramo musical, o nome do candidato é Gauchinho de Deus, mas na propaganda dois homens surgem pedindo o voto do eleitor, sem identificar quem é o candidato: “Nós somos os Gauchinhos de Deus e estou aqui para pedir o teu voto”.

A semelhança com personagens também é usada por Milton Bastos da Silveira, que concorre pelo DEM na cidade de Torres no Litoral Norte. Seu nome na urna é Seu Barriga, por ser parecido com o personagem do seriado Chaves.

Nascido em Catu, na Bahia, Gildásio da Silva decidiu concorrer em Cachoeirinha, também na Região Metropolitana, com o nome Baiano do Jegue (PRB). Maira Cristina Duarte Bueno aproveitou sua profissão de empregada doméstica e a moda da novela “Cheias de Charme” para definir seu nome para a urna na cidade de Pelotas: Empreguete (PR).

Peruca rosa e estátua viva
Megafone e peruca rosa. Em menos de 15 segundos de propaganda, o publicitário Rodrigo Romero Pasqualin tenta chamar a atenção em Bagé, na Região da Campanha, usando o adereço colorido. Com nome Pasqual na urna, o candidato   concorre pelo PPS.

Em Santa Maria, Márcio da Silva não fala durante a propaganda na TV. Artista de circo, ele aparece pintado e concorre pelo PSDB com o nome de Estátua Viva. Na mesma cidade, o vigilante Carlos Alberto da Silva Junior concorre como Rei Momo (PC do B).

Pelo menos dois animais aparecem durante a propaganda política de Porto Alegre. Dois candidatos seguram cachorros no espaço eleitoral de televisão. Professor Cassio Moreira (PSB) e Márcia Chaves (PTB) usam como bandeira de suas campanhas a defesa dos animais.

Com 600 postulantes para as 36 vagas na Câmara Municipal, Porto Alegre tem outros candidatos que não usam os próprios nomes na urna. O agente postal Jacques Alberto Leão da Silva, por exemplo, se apresenta como Banana (PDT). O motorista Jorge dos Santos Bagesteiro leva o apelido de Piu-Piu (PPS). O servidor público José Natividade Colmão Martins concorre pelo PSB como Moranguinho da Habitação. Seu Madruga (PSOL) é o apelido de Luis Francisco Siqueira Barbosa.

Pelo interior, candidatos também fazem essa opção. Pedro Luciano Silveira é o Minhoca (PSL) em Viamão. José Carlos Pereira concorre como Zé Cabide (PP) em Arroio do Sal. Silivio Ribeiro leva na urna o nome de Me Chama que eu Vou (PTB), em Santana do Livramento.

Entenda a eleição para vereador:
Votar para vereador significa escolher o próprio candidato ou votar na legenda. No final da eleição, todos esses votos serão somados para o partido. Se mais de um partido se une, formando uma coligação, esta também concentra os votos válidos, como se fosse um partido só. O que define quais partidos ou coligações têm direito de ocupar as vagas em disputa é o quociente eleitoral.

Esse número é obtido pela divisão do total de votos válidos apurados pelo número de vagas a serem preenchidas. Se o número não for inteiro, fica desprezada a fração igual ou menor do que meio. Se for superior, é equivalente a mais um.

Em seguida, é feito o cálculo do quociente partidário. Os votos válidos recebidos pelos partidos da coligação (nominais ou de legenda) são divididos pelo quociente eleitoral, resultando no número de cadeiras que a coligação pode ocupar. Os melhores colocados de cada partido ou coligação preenchem as vagas.

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Por isso existe a figura do “puxador de votos”, aquele que consegue acumular uma quantidade de votos tão grande que leva para cima o quociente eleitoral e acaba garantindo – além da dele – mais vagas para a coligação, nas quais entram candidatos que tiveram poucos votos.

Os “puxadores” normalmente são celebridades ou personalidades muito conhecidas, que os partidos e coligações lançam como candidatos na eleição proporcional para alavancar a votação e aumentar o quociente eleitoral.

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